quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Vem viajar

Um queijo suíço tem muitos buracos.
Quanto mais queijo, mais buracos.
Quanto mais buracos, menos queijo.
Logo, quanto mais queijo, menos queijo.

Pode isso, Nelson? Que viagem é essa, meu querido? Você fica aí, todo pimpão, olhando o horizonte e nós aqui, lidando com o dia a dia... você só pode estar de sacanagem! Só porque lhe colocaram nesse queijo rococó no alto desse falo e no meio dessa praça, você acha que pode ficar aí, colocando caraminhola na cabeça alheia...

Vou lhe contar, hein! E eu é que fico aqui me descabelando... tentando dar algum sentido a esta merda toda. Você já tá com o burro na sombra, condecorado, mão na barriguinha... quero ver se você tivesse que entrar na rotina... não ia sobrar playmobil do capeta para compartilhar da sua desventura! Você até poderia achar uma poly vai ao inferno para lhe ensinar a abraçar o capeta, mas ia ver que, no final, a vida não é open bar...


Pois é, Nelson, desculpa falar aí, mas para você que já superou sua dívida com a eternidade, viajar não dá mais não... vai ter que ficar encostado na cordinha aí, apoiado na espadinha... e, como não tem jeito, ou eu lhe olho, ou você me deixa viajar.

Isso, quem vai viajar sou eu! Velhas, novas e boas viagens... espaços para se pensar... afinal, Nelson, lugares, pessoas e indícios de loucura não fazem mal a ninguém, né! Viajar é isso, olhar para alguma coisa ou para alguém e se perguntar: Pode isso? Só que desculpa, fio, eu vou perguntar pra você. Agora, responde, tá... porque se você não responder, aí eu vou ter que me encarar.

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